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  • Foto do escritorRedação Mundo Polarizado

Polícia afirma que empresa criada por líder do PT pagava toda semana R$ 70 mil ao PCC

A polícia revelou que a empresa de ônibus Transunião, fundada por um líder petista na Câmara de São Paulo, efetuava pagamentos semanais de R$ 70 mil ao Primeiro Comando da Capital (PCC), conforme mensagens encontradas no celular do ex-diretor Adauto Soares Jorge, assassinado em 2020.


Segundo matéria do Estadão, a investigação sobre o caso, envolvendo extorsões, lavagem de dinheiro e organização criminosa, vincula a empresa a desvios de verbas e branqueamento de capitais em favor do PCC. O vereador Senival Moura (PT), fundador da Transunião, é investigado, junto com Devanil Souza Nascimento, ex-funcionário da empresa. Ambos negam as acusações.


A polícia aponta ainda a participação de notórios criminosos na campanha eleitoral de Senival, estabelecendo uma conexão entre o PCC e a empresa. A Controladoria do Município instaurou sindicância para investigar a lavagem de dinheiro, e a Prefeitura de São Paulo afirma colaborar com as autoridades.


As mensagens no celular de Adauto Soares Jorge, divulgadas pela polícia, indicam pagamentos semanais ao PCC de R$ 70 mil, realizados através do caixa da Transunião. O inquérito, conduzido pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), está sob sigilo judicial. A Transunião é uma das três empresas de ônibus em São Paulo cujos diretores são investigados por crimes relacionados ao PCC. Com 467 ônibus em sua frota, a empresa opera em dois lotes do transporte público da cidade.


O assassinato de Adauto Soares Jorge em março de 2020 desencadeou a investigação, que revelou a conexão da empresa com atividades criminosas. O vereador Senival Moura, líder da oposição na Câmara Municipal de São Paulo, é suspeito de envolvimento no esquema. Ele e Devanil Souza Nascimento, motorista de Senival e ex-funcionário da Transunião, foram investigados por supostamente conduzirem Jorge até o local onde foi assassinado, sabendo da armadilha.


Ambos negam as acusações, com Senival alegando que se desligou da empresa em fevereiro de 2020. O relatório do inquérito conclui que o assassinato de Adauto Soares Jorge está relacionado a um esquema de desvio de verbas na Transunião, que desde sua criação, quando era uma cooperativa, era utilizada para lavagem de capitais ligados ao PCC.


O relatório destaca a influência do PCC na empresa, com a facção ocupando cotas e ações significativas após providenciar recursos para a campanha eleitoral de Senival nos anos 2000. O documento também revela a presença de um preposto do PCC na Transunião, identificado como Leonel Moreira Martins, conhecido ladrão de bancos. Ele atuava como intermediário entre a empresa e a facção, resolvendo problemas e defendendo os interesses criminosos na organização.



A facção, alegando desvios de verbas, afastou Adauto do cargo de presidente da Transunião em fevereiro de 2020, passando a presidência para Lourival de França Monário, membro do PCC. O relatório da polícia destaca diálogos entre Adauto e Leonel que envolvem cobranças de valores e repasses destinados a parentes de membros do PCC. Além disso, há menções a um tratamento preferencial a ônibus vinculados a indivíduos criminosos, como o notório assaltante de bancos conhecido como "Perigo".


O advogado de Senival nega as acusações, afirmando a ausência de fundamento e apontando que o vereador não foi indicado no inquérito. A defesa de Devanil informa que a Justiça revogou sua prisão, e ele continua se declarando inocente. Os advogados de outros envolvidos também afirmam a inocência de seus clientes.


A Controladoria do Município abriu uma sindicância para investigar a Transunião por possível envolvimento na lavagem de dinheiro para o PCC. A Prefeitura de São Paulo destaca total colaboração com a polícia e expressa o interesse em esclarecer todos os aspectos legais perante as autoridades.

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