Flávio defende CPMI do Master: ‘Não tenho nada a esconder’
- Redação Mundo Polarizado
- 21 de mai.
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato a presidente da República, defendeu nesta quinta-feira (21) a instalação da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do Banco Master e afirmou não ter “nada a esconder” sobre sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira. A declaração foi feita durante sessão do Congresso Nacional.
Ao discursar no plenário, Flávio cobrou do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), a criação da comissão e afirmou querer que Vorcaro preste depoimento ao colegiado.
“Mais do que nunca é necessária a instalação dessa CPMI do Banco Master, porque eu tenho um desafio a fazer. Eu quero Daniel Vorcaro e Augusto Lima [ex-sócio de Vorcaro] sentados naquela CPMI falando qual é a relação que eles tinham com Flávio Bolsonaro e também qual a relação que eles tinham com Lula, qual relação que eles tinham com Alexandre de Moraes. Porque eu não tenho nada a temer, eu não tenho nada a esconder”, afirmou o senador.
As declarações ocorrem em meio ao desgaste provocado, dentro da pré-campanha presidencial de Flávio, pela revelação de contatos mantidos com Vorcaro.
Nas últimas semanas, o senador admitiu ter procurado o ex-banqueiro para pedir apoio financeiro à produção de um filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Além disso, Flávio revelou ter visitado Vorcaro após a primeira prisão do empresário, em 2025. O encontro ocorreu quando o ex-banqueiro cumpria prisão domiciliar e utilizava tornozeleira eletrônica.
Segundo relatos de aliados, a aproximação causou incômodo entre integrantes do entorno político do senador. Isso porque Flávio historicamente fazia críticas públicas a Vorcaro e a pessoas ligadas ao empresário, sem mencionar a interlocutores que mantinha relação com ele.
Apesar das críticas internas, o senador tem sustentado que não houve irregularidade em sua conduta. Durante o discurso desta quinta, Flávio argumentou que o financiamento buscado para o filme seria um investimento privado lícito.
Segundo Flávio, o filme “recebeu o investimento privado de alguém que, na época, não tinha absolutamente nada que pudesse desabonar sua conduta, inclusive as suas empresas premiadas como exemplo de compliance”.



